quinta-feira, 26 de maio de 2011

Estágio de Desenvolvimento Moral de Kohlberg

      Reflexão:

      O processo de construção da autonomia moral é entendido como o equivalente a um movimento dialético de separação-inclusão (e não de separação-individualização) na medida em que o desenvolvimento e a diferenciação implicam um espaço de integração, baseado na reciprocidade e no incentivo dos outros. 

          Em termos educativos, esta concepção de autonomia enquanto expoente da maturidade moral, implica a combinação de práticas relacionadas com o desenvolvimento dos princípios da justiça com práticas incentivadoras das relações interpessoais.

A teoria do desenvolvimento moral de kohlberg




Com base nas questões e dilemas, Kohlberg propôs uma teoria segundo a qual o desenvolvimento moral se processa a partir de uma sequência invariante de três níveis de raciocínio moral, em que cada um deles se subdivide em dois estádios.






ü  Estádio 1: Punição / Obediência
ü  Estádio 2: Individualismo / Troca Individual

ü  Estádio 3: Espectativas e relações interpessoais mútuas e conformidade interpessoal
ü  Estádio 4: Sistema Social / Consciência

ü  Estádio 5: Contrato Social
ü  Estádio 6: Princípios Universais

     Reflexão: 
    Os resultados das investigações permitiram concluir que apesar de possíveis diferenças quanto à idade a que se atinge cada estágio, existe uma sequência de estádios, e que não se passa a um estádio mais elevado sem ter passado antes pelos anteriores. Cada estágio apresenta características próprias, estando relacionado com a idade e representando um sistema de organização mais compreensivo e qualitativamente diferente do estádio anterior.


     




Desenvolvimento do raciocínio humano, Piaget



Jean Piaget classificou quatro estágios no desenvolvimento do raciocínio humano, que iam do nascimento até o fim da puberdade e consequentemente ao início da adolescência, que se sucediam de acordo com as fases do desenvolvimento físico.

1º Estágio - sensório-motor: corresponde aos dois primeiros anos da vida e caracteriza-se por uma forma de inteligência empírica, exploratória, não verbal. A criança aprende pela experiência, através do toque e de brincadeiras com os objectos ao seu alcance, aumentando a sua percepção e os seus conhecimentos.

2º Estágio - pré-operacional: dos dois anos aos sete anos, os objectos da percepção ganham a representação por palavras, permitindo as crianças experimenta-los na sua mente como previamente experimentavam com objectos concretos.

3º Estágio - dos sete aos doze anos, as primeiras operações lógicas ocorrem e o indivíduo é capaz de classificar objectos conforme as suas semelhanças ou diferenças. 

4º Estágio - dos doze anos até a idade adulta, o indivíduo realiza normalmente as operações lógicas próprias do raciocínio humano desenvolvido.



Desenvolvimento infantil - Jean Piaget



A criança constrói activamente as suas estruturas cognitivas através de um processo de: assimilação, acomodação e equilibração.

A equilibração é o processo pelo qual a criança passa, até se adaptar ao meio em que vive, através da assimilação e da acomodação.
Através da assimilação a criança procura adaptar um novo dado (o que a criança vê ou ouve de novo) às estruturas cognitivas que já possui. Por exemplo, suponha-se que a criança está a aprender a identificar os animais, e até ao momento o único que ela conhece é o cão. Deste modo, quando lhe é apresentado um outro animal parecido com o cão, como o cavalo, ela também o identifica como sendo um cão, pois possuem características semelhantes.
Através da acomodação, a criança modifica uma estrutura cognitiva que já possui. Continuando com o exemplo do cavalo e do cão, quando a criança vê o cavalo e diz "cão", o adulto corrige-a dizendo que aquilo é um cavalo. Depois de corrigida, a criança acomoda aquele estímulo a uma nova estrutura cognitiva, criando um novo esquema. Assim, a criança passa a ter um esquema para cão e outro para cavalo.



Reflexão:
Ao longo do desenvolvimento da criança, ela vai adquirindo novos estímulos, que na sua mente se vão adaptando e sendo formados os esquemas correctos das coisas que identifica.

A Importância do Estudo do Desenvolvimento Humano

 
 
“A criança não é um adulto em miniatura” 

       Pelo contrário, a criança apresenta características próprias da sua idade. Compreender isso é compreender a importância do estudo do desenvolvimento humano. Estudos e pesquisas de Piaget demonstram que existem formas de perceber, compreender e de se comportar diante do mundo, próprias de cada faixa etária, isto é, existe uma assimilação progressiva do meio ambiente, que implica uma acomodação das estruturas mentais a este novo dado do mundo exterior.
        Estudar o desenvolvimento humano significa conhecer as características comuns de uma faixa etária, permitindo-nos reconhecer as individualidades, o que nos torna mais aptos para a observação e interpretação dos comportamentos.
       O desenvolvimento humano deve ser entendido como uma globalidade, mas, para efeito de estudo, tem sido abordado a partir de quatro aspectos básicos:

Ø Aspecto físico-motor – refere-se ao crescimento orgânico, à maturação neurofisiológica, à capacidade de manipulação de objectos e de exercício do próprio corpo. Exemplo: a criança leva a chupeta à boca ou consegue amamentar-se sozinha, por volta dos 7 meses, porque já coordena os movimentos das mãos.

Ø Aspecto intelectual – é a capacidade de pensamento, raciocínio. Por exemplo, a criança de 2 anos que usa um cabo de vassoura para puxar um brinquedo que está em baixo de um móvel ou o jovem que planeia os seus gastos, a partir da sua mesada ou salário.

Ø Aspecto afectivo-emocional – é o modo particular de o indivíduo integrar as suas experiências. É o sentir. A sexualidade faz parte desse aspecto. Por exemplo, a vergonha que sentimos em algumas situações, o medo em outras, a alegria de rever um amigo querido.

Ø Aspecto social – é a maneira como o indivíduo reage diante das situações que envolvem outras pessoas. Por exemplo, num grupo de crianças, no parque, é possível observar algumas que espontaneamente procuram outras para brincar, e algumas que permanecem sozinhas.